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O compositor mexicano Víctor Ibarra inicia sua residência “Geografias da memória” com o Ensemble Mêtis em Nice, na França

Geografias da memória é uma residência que tem como objetivo criar uma nova obra original para o conjunto francês Mêtis. O trabalho será concluído, corrigido, ensaiado e estreado durante a residência. A peça será escrita para um conjunto instrumental de flauta, saxofone, violino, viola e piano.

 

A peça surge de uma reflexão sobre a maneira como um corpo d’água pode representar a ideia de uma divisão geográfica, identitária, cultural e conceitual, testemunhando a maneira como os seres humanos assumem, talvez às vezes inconscientemente, algumas das manifestações da natureza como um símbolo, atribuindo-lhes significado. Os diferentes corpos de água – que podem variar ao longo dos anos devido a diferentes circunstâncias: mudanças climáticas, deslocamentos tectônicos etc. – foram historicamente assumidos pelos seres humanos como uma separação territorial e até mesmo identitária.

 

De origem mexicana, Víctor Ibarra experimentou, em sua vasta formação, tanto em seu país natal quanto na França e na Suíça, os ensinamentos de mestres como Hebert Vázquez, José Luis Castillo, Edith Lejet, Daniel D’Adamo ou Michael Jarrell, recebendo, entre outros, os seguintes reconhecimentos internacionais: primeiro prêmio no concurso Alea III, nos Estados Unidos, primeiro prêmio no concurso Auditorio Nacional de Música – Fundación BBVA, na Espanha, primeiro prêmio no concurso Mauricio Kagel, Prêmio Zeitklang, na Áustria, e primeiro prêmio no Concurso de Composição de Basileia, na Suíça. Ele foi selecionado para o 7º Fórum Internacional de Jovens Compositores do Ensemble Aleph. É membro da Casa de Velázquez – Académie de France em Madri. Concluiu seu Mestrado em Composição no Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Lyon, obtendo o primeiro prêmio por unanimidade e o reconhecimento da Fundação Salabert. Ele é membro do Sistema Nacional de Criadores de Arte do Fundo Nacional para a Cultura e as Artes do México. Desde 2017, é professor de Composição e Orquestração no Departamento de Música da Universidade de Guanajuato.

 

Fundado em 2024, o Ensemble Métis surge como um ator importante no cenário da música contemporânea em Nice. O nome do grupo, Mêtis, refere-se ao Oceánide da mitologia grega e extrai sua força da diversidade de seus membros, que vêm de diferentes horizontes, dando-lhe uma riqueza cultural única. Essa diversidade é a própria fonte de seu nome e de suas inspirações artísticas, que estão profundamente enraizadas no terreno cultural da cidade. Graças a essa identidade plural, o Ensemble Métis tece vínculos estreitos com os principais eventos da cidade, como o festival Horizon Étendu, e se envolve em colaborações frutíferas com a nova geração de compositores, bem como com compositores de renome internacional. Como embaixadores da música contemporânea, a principal missão do Ensemble Métis é a criação e a divulgação de obras inovadoras. Impulsionado pela visão do compositor Alireza Farhang, ele reúne músicos eméritos, como o flautista Mario Caroli, o pianista Stephanos Thomopoulos, a violinista Violaine Darmon, o saxofonista Alberto Chaves, a violista Yona Zekri, entre outros. Juntos, eles trabalham ativamente para promover a criação musical contemporânea e estão totalmente comprometidos com o surgimento de novos talentos.

 

Este projeto, conduzido por um compositor e oito intérpretes de alto nível, e que foi premiado pelo Programa Ibermúsicas na linha de “Apoio a artistas e pesquisadores para residências”, chamada 2024, simboliza um novo começo, fortalecendo assim os vínculos com instituições e atores culturais locais, nacionais e internacionais, dentro de um ecossistema artístico dinâmico e fértil.

 

  • De 13 de abril a 4 de maio em Nice, França