“Fantasía Sinfónica: La historia del Tango” é a obra de Lucas Querini que ganhou o primeiro prêmio no concurso de composição ibero-americano proposto pelo Uruguai através da CIATyC (Comisión Interministerial de Apoyo al Tango y al Candombe en Uruguay) dos Ministérios de Educação e Cultura, Relações Exteriores e Turismo desse país junto com o Programa Ibermúsicas.
Fantasía Sinfónica é uma obra inspirada no vasto universo sonoro oferecido pelo tango como música tradicional argentina. Em um contexto sinfônico que inclui o bandoneón como representante desse patrimônio cultural, a música alça voo evocando os gestos típicos, as paisagens, os personagens, os intérpretes, os compositores e os poetas que alimentaram essa expressão artística ao longo dos anos. Organizada em doze cenas, a obra é baseada em variações de um tema principal que muda em cada cena de acordo com o espírito de cada evocação.
Assim, a música nos transporta das paisagens gaúchas dos pampas para os subúrbios de Buenos Aires, onde os ritmos dos afrodescendentes se misturam à música europeia da onda de imigração do início do século, em uma mistura tão elegante quanto o canyengue. O primeiro clímax é alcançado com a lembrança da era de ouro, no bandoneón maior de Buenos Aires Aníbal Troilo, na La Yumba de Osvaldo Pugliese e no piano de Horacio Salgán. As últimas cenas têm a intenção de homenagear as ideias do gênio renovador de Astor Piazzolla, que reaparecem na cena dedicada ao trabalho do contemporâneo Fernando Otero. A cena final é uma ode vibrante dedicada aos milhares de artistas que, nestes tempos, gritam “O tango está voltando”, porque ele nunca foi embora, porque está sempre voltando.
Cena I: Cantor e violão
Cena II: Pampeana
Cena III: Mate
Cena IV: Tocá Tangó
Cena V: Valsecito
Cena VI: Onde a lama se revolta…
Cena VII: Canyengue (para Anibal Troilo)
Cena VIII: Yumba (para Osvaldo Pugliese)
Cena IX: Revolucionario (para Astor Piazzolla)
Cena X: Umpa-Umpa (para Horacio Salgán)
Cena XI: Tango X (para Fernando Otero)
Cena XII: Vuelve el Tango (para a Máquina Tanguera)
Fantasía Sinfónica teve sua estreia internacional em Bogotá, Colômbia, em 20 de abril, no Auditório Fabio Lozano, e em 21 de abril, no Auditório León de Greiff, pela Orquesta Sinfónica Nacional de Colombia, regida pelo maestro Juan Pablo Valencia Heredia e com a participação solista do bandoneonista Giovanni Parra. Em julho de 2023, teve sua estreia nacional executada pela Orquesta Sinfónica de Rosario, sob a regência do maestro Javier Más, no Teatro “El Círculo”, em Rosario, Argentina, com a participação solista do bandoneonista Danilo Cernotto.
Lucas Querini é um pianista e compositor argentino. Radicado na cidade de Rosario, desenvolve um intenso trabalho musical como artista e professor, com especial interesse em relacionar a tradição acadêmica com a música folclórica de seu país. Formou-se em piano e composição na Universidade Nacional de Rosário e estudou música popular com personalidades importantes da Argentina e do Brasil. Desenvolveu uma ampla atividade profissional, trabalhando com artistas de música popular e acadêmica. Fez cinco turnês internacionais, dando concertos na Alemanha, França, Bélgica, Holanda, Suíça, Dinamarca e Espanha. Premiado em concursos nacionais e internacionais como compositor e arranjador, estreou músicas com a Orquesta Sinfónica Provincial de Rosario, a Orquesta Sinfónica Provincial de Santa Fe, a Orquesta de Cámara Municipal de Rosario, a Orquesta Sinfónica Juvenil Kayen de Tierra del Fuego e um grande número de conjuntos e grupos no país e no exterior. É professor de piano no curso de Música Popular da Universidad Nacional del Litoral.
https://www.youtube.com/@LucasQuerini