Categoria: Notícias gerais

  • O ensamble de sopros brasileiro Quinteto Parambuco fará a estreia mundial da Suite Colombiana No 1 de Edwin S. Cruz

    O ensamble de sopros brasileiro Quinteto Parambuco fará a estreia mundial da Suite Colombiana No 1 de Edwin S. Cruz

    O quinteto Parambuco do Brasil apresenta a primeira gravação da obra Suite Colombiana No. 1 para quinteto de sopros, escrita pelo jovem compositor colômbiano Edwin Sebastián Soto Cruz. A obra reflete a pluralidade e diversidade cultural da música instrumental e folclórica da Colômbia.

    A gravação desta obra, dedicada pelo compositor ao Quinteto Parambuco, constituirá sua estreia mundial. A obra explora diferentes ritmos de forte presença na cultura colombiana ao longo dos seus quatro movimentos. No primeiro, o “bambuco” apresenta a fusão entre as influências indígenas, africanas e europeias na construção da sociedade da Colômbia, enquanto o “aguabajo” do segundo movimento simboliza a presença das tradições diaspóricas africanas nos ritos religiosos do país. Para completar a obra, são apresentados ainda o “pasillo” e o “fandango”, que têm origem em danças europeias mas se adaptaram ao contexto colombiano durante o processo de colonização, adquirindo características próprias junto aos ritmos latinos.

    O quinteto de sopros “Parambuco” foi criado em 2016, e rapidamente ganhou destaque ao ter sido um dos grupos vencedores do Concurso BNDES 2017/2018 e premiado na Série Jovens Talentos do VII Festival Internacional de Música de Campina Grande. O quinteto é formado por músicos da Paraíba e Pernambuco, atuantes nas principais orquestras e universidades dos dois estados. Já se apresentaram em várias cidades brasileiras, assim como no exterior. O principal objetivo do grupo é pesquisar, desenvolver e divulgar a música de câmara brasileira em seus variados gêneros, com especial atenção para a música do Nordeste.

    Edwin Sebastián Soto Cruz é músico clarinetista, arranjador e compositor, nascido na cidade de Ibagué. Iniciou seus estudos musicais e de clarinete no Bacharelado Musical do Conservatório de Ibagué e, posteriormente, na Escola de Música do Conservatório do Tolima. Deu continuidade à sua formação superior em Bogotá, primeiro na Academia Superior de Artes de Bogotá (ASAB) e depois na graduação da Universidade Nacional da Colômbia. Compôs obras para formações de música de câmara. Atualmente, atua como clarinetista da Banda Sinfônica Nacional da Colômbia, na cidade de Itagüí, Antioquia.

    Esta proposta foi vencedora do concurso 2025 do Programa Ibermúsicas na linha de Apoio à promoção do repertório ibero-americano.

  • O músico e pesquisador brasileiro Lucas de Campos inicia sua residência “Alma atlântica – conexões ancestrais entre Angola e o Brasil” com o conceituado balé angolano Bismas das Acácias

    O músico e pesquisador brasileiro Lucas de Campos inicia sua residência “Alma atlântica – conexões ancestrais entre Angola e o Brasil” com o conceituado balé angolano Bismas das Acácias

    O Projeto Alma Atlântica tem por finalidade aprofundar os laços culturais e históricos entre Angola e o Brasil. O projeto tenciona proporcionar o encontro entre pesquisa etnomusicológica e a performance contemporânea através da interação entre o músico e pesquisador brasileiro Lucas de Campos e o conceituado balé angolano Bismas das Acácias.

    Para o espetáculo estão previstos 5 principais pontos de partida que exploram a relação direta entre gêneros musicais ou instrumentos musicais de cada uma das margens do Atlântico. O projeto Alma Atlântica irá, portanto, explorar artisticamente as conotações próprias das semelhanças e das particularidades culturais angolanas e brasileiras, de modo a criar um repertório musical inédito através de residência artística, favorecido pela colaboração criativa do músico/pesquisador e dos componentes do grupo, bailarinos/as cantores/as e percussionistas.

    A ideia de diálogo entre as margens está presente de maneira concreta, portanto, através da interpolação entre questões específicas (como a embulumbumba e o berimbau, a pwita e a cuíca, o kendjengo e o atabaque), com vistas à celebração da “Alma Atlântica”, em seu passado e na contemporaneidade.

    Fundado em 1984, e atualmente dirigido pela mestra Deolinda Trindade, a Organização Bismas das Acácias desenvolve sólido trabalho de pesquisa e divulgação da cultura tradicional angolana. Com sede na cidade de Benguela, o Bismas das Acácias tornou-se referência no âmbito da música e da dança tradicional.

    O músico e pesquisador brasileiro Lucas de Campos atuou em concertos e gravações ao lado de grandes nomes da música brasileira, tais como Hermeto Pascoal, Ivone Lara, Mateus Aleluia e Monarco (dentre outros) em atividades no Brasil e diversos países, tais como: Cabo Verde, Angola, Cuba, França, Portugal, Áustria e Espanha. Atualmente desenvolve pesquisa de doutoramento (Universidade de Aveiro/Portugal) acerca da presença da música africana na música brasileira, em especial, sobre circulação de cultura musical de Angola para o Brasil.

    Esta residência é viabilizada graças ao suporte do Ibermúsicas, por meio de sua linha de “Apoio a artistas e pesquisadores para residências”, edital de 2025.

    • 19 de julho a 10 de agosto: Pesquisa e residência artística. Salão Bismas das Acácias, Benguela, Angola
    • 8 de agosto, 19h: Concerto. Salão Bismas das Acácias, Benguela, Angola

  • A artista colombiana María Mulata apresenta “Etérea y Terrenal World Tour” em palcos da Europa e da América Central

    A artista colombiana María Mulata apresenta “Etérea y Terrenal World Tour” em palcos da Europa e da América Central

    Com mais de 25 anos de trajetória artística e oito álbuns que marcaram um caminho sólido e singular dentro das músicas colombiana e latino-americana, María Mulata anuncia sua turnê internacional Etérea y Terrenal World Tour, um percurso cênico e musical que celebra a totalidade de sua obra e projeta com força seu presente criativo.

    Esta turnê é uma síntese viva de sua carreira: uma viagem pelos sons do Caribe, do Pacífico e pelas memórias indígenas que definiram sua identidade, com ênfase especial no trabalho da mulher latino-americana e em seu álbum mais recente, uma produção madura e ousada que conta com convidados de alto nível e dialoga com o mundo contemporâneo sem perder seu lugar de origem.

    O tour contempla apresentações de destaque na Espanha, França, Países Baixos, Marrocos, México e Costa Rica, encerrando de forma simbólica e festiva no Panamá, consolidando María Mulata como uma das vozes mais disciplinadas, coerentes e necessárias da música colombiana no circuito internacional. Etérea y Terrenal não é apenas uma turnê: é uma proposta artística, uma celebração da memória, da espiritualidade latino-americana e da potência feminina que habita seu canto.

    Esta turnê de María Mulata conta com o suporte do Ibermúsicas por meio de sua linha de “Apoio à circulação de profissionais da música”, edital 2025.

    • 17 de julho: Sala Neptun, Madrid, Espanha
    • 18 de julho: Latir Festival, Barcelona, Espanha
    • 23 de julho: Festa Nacional da Colômbia, Estádio de la Muette, Paris, França
    • 24 de julho: Alimentacion General, Paris, França
    • 25 de julho: La Grooveria, Lyon, França
    • 26 de julho: FEDASCAT – Villamari 31, Barcelona, Espanha
    • 30 de julho: Oasys, Santuário Criativo do Som, Barcelona, Espanha
    • 14 de agosto: Universidade de Amesterdão, Países Baixos
    • 19 de agosto: Universidade Hassan II, Rabat, Marrocos
    • 26 de agosto: Fórum Mulher, Cidade do México
    • 3 de setembro: El Vicio – Live Act, Coyoacán, Cidade do México
    • 5 de setembro: Bazar World Music, San José, Costa Rica
    • 16 de setembro: Mar y Río Fest, Cidade do Panamá

  • Iberescena, Ibermuseos e Ibermúsicas anunciam a adjudicação de estudo sobre gênero e gestão cultural

    Iberescena, Ibermuseos e Ibermúsicas anunciam a adjudicação de estudo sobre gênero e gestão cultural

    A licitação do projeto “Cartografia de gênero na Gestão Cultural Ibero-Americana: tecendo equidade” recebeu 44 candidaturas provenientes de 13 países da região.

    Iberescena, Ibermuseos e Ibermúsicas anunciam a adjudicação do projeto “Cartografia de gênero na Gestão Cultural Ibero-Americana: tecendo equidade”, uma iniciativa que busca gerar um diagnóstico regional sobre as condições laborais e a participação das mulheres no setor cultural.

    O projeto, selecionado na III Convocatória de Projetos da Cooperação Ibero-Americana da Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB), estudará lacunas, desafios e oportunidades no âmbito cultural a partir de uma perspectiva interseccional e multicultural. Entre outros aspectos, analisará trajetórias profissionais, níveis de responsabilidade e condições laborais, considerando variáveis como idade, deficiência, pertencimento étnico, situação migratória e autopercepção de gênero.

    “Este projeto surge da necessidade de compreender com maior profundidade as desigualdades que atravessam o trabalho cultural na Ibero-América e, especialmente, as experiências das mulheres em nossos setores”, explica Mónica Barcelos, Coordenadora da Unidade Técnica do Ibermuseos, que destaca que impulsioná-lo de forma conjunta com Iberescena e Ibermúsicas “reflete nossa convicção de que a cooperação, o diálogo e o trabalho em rede são fundamentais para construir políticas culturais estruturantes, intersetoriais e sustentáveis”.

    Para desenvolver este estudo, entre os dias 14 e 22 de abril foi realizada uma licitação internacional que recebeu 44 propostas provenientes de 13 países ibero-americanos. Após a revisão administrativa, 36 candidaturas avançaram para a avaliação técnica. Para Zaida Rico, Secretária Técnica do Iberescena, a resposta obtida confirma que a pergunta era necessária: “O fato de diferentes profissionais de setores diversos e territórios variados se reunirem para repensar a chamada que abrimos coloca, mais uma vez, sobre a mesa o quanto precisamos visibilizar o trabalho das trabalhadoras do setor cultural”.

    A avaliação esteve a cargo das Unidades Técnicas dos três Programas: Zaida Rico e Arancha García, por parte do Iberescena; Mônica Barcelos e Natalia Huerta, do Ibermuseos; e Micaela Gurevich, pelo Ibermúsicas. Foram avaliados aspectos como a qualidade e a pertinência metodológica das propostas, a experiência em estudos de gênero e políticas culturais, o desenvolvimento de diagnósticos setoriais e regionais, e a capacidade técnica das equipes candidatas.

    Finalmente, a proposta selecionada foi a apresentada pela Faculdade de Artes da Universidade do Chile, que se destacou pela solidez de seu desenho metodológico e pela clareza de sua fundamentação conceitual. Além disso, evidencia uma reflexão madura sobre os possíveis achados, organizando as conclusões e recomendações em diferentes níveis de intervenção e tomada de decisões, o que aumenta significativamente seu potencial de incidência no desenho de políticas e estratégias futuras.

    Para Micaela Gurevich, Secretária Técnica do Ibermúsicas, a proposta vencedora se distingue por algo que vai além da qualidade técnica da equipe: “o respaldo da Universidade do Chile, instituição que aporta uma sólida infraestrutura acadêmica e técnica, ampla experiência em pesquisa aplicada e uma reconhecida capacidade para desenvolver estudos de alta complexidade e impacto no âmbito das políticas públicas”.

    Os próximos passos incluem o início do trabalho da equipe da Universidade do Chile junto a um Comitê Técnico de acompanhamento integrado por representantes dos três Programas e pessoas aliadas estratégicas, assegurando a incorporação transversal de uma abordagem de gênero interseccional, não discriminação e multiculturalidade ao longo de todo o processo. O avanço de cada etapa será compartilhado por meio das redes sociais dos três Programas.

  • Inicia-se “Raíces”, o projeto em colaboração entre a Sinfonietta MIQ, do México, e o Icarus Ensemble, da Itália

    Inicia-se “Raíces”, o projeto em colaboração entre a Sinfonietta MIQ, do México, e o Icarus Ensemble, da Itália

    O Icarus Ensemble, da Emilia-Romagna, Itália, e a Sinfonietta MIQ, ensemble residente do Museu Iconográfico do Quixote, do México, iniciam a turnê internacional do projeto Raíces, uma colaboração artística entre Itália e México.

    O projeto Raíces inclui compositoras e compositores de ambos os países em um diálogo criativo que entrelaça espiritualidade, memória e contemporaneidade por meio de três novas obras encomendadas e uma já escrita, inspiradas tanto na tradição italiana da Virgem de Ghiara quanto na poesia náuatle dos séculos XV e XIV.

    O programa inclui duas novas obras de jovens compositores: Canti di Cavalieri, do italiano Marco Elia Righi (1998), obra inspirada nos sinos da Basílica da Virgem de Ghiara; e Sei Bagatelle sul Salve Regina, do guanajuatense Aldair Porras (1997), que retoma a iconografia da mesma Virgem a partir de um olhar mexicano. Também integram o programa duas obras de autores já em plena carreira: La guerra de las mujeres de Chalco, do italiano Luca Cori (1964), uma nova composição para soprano e ensemble, baseada em um poema de Aquiauhtzin de Ayapanco, do século XV; e Tlaltecatzin Icuic, do mexicano Juan Trigos (1965), para soprano e ensemble, sobre um poema atribuído a Tlaltecatzin, do século XIV.

    O programa será interpretado por Daniela D’Ingiullo como soprano solista e por integrantes de ambas as agrupações: pelo Icarus Ensemble, Lavinia Guillari (flauta), Giulia Soli (violino) e Camille Bergsman (violoncelo); e pela Sinfonietta MIQ, Heather Millette (clarinete), Iván Manzanilla (percussão I), Gael Castillo Jiménez (percussão II) e Luis Herman (piano). Todos sob a regência de Juan Trigos.

    Fundado em 1994 em Reggio Emilia, o Icarus Ensemble é uma referência internacional na interpretação de música contemporânea. Estreou obras de compositoras e compositores de renome mundial e apresentou-se em festivais como o Huddersfield Contemporary Music Festival, o Festival Internacional Cervantino, o Teatro Colón e a Cairo Opera House, entre outros. Seu trabalho distingue-se pela colaboração interdisciplinar, pela pesquisa sonora e pela difusão de novas estéticas musicais, além de projetos com jovens músicos, como Icarus Junior e Icarus vs Muzak.

    Por sua vez, a Sinfonietta MIQ, agrupação residente do Museu Iconográfico do Quixote, em Guanajuato, distingue-se por seu compromisso com a música dos séculos XX e XXI, bem como por seu impulso à promoção do repertório nacional e da figura do compositor residente em cada temporada. Realizou numerosas estreias mundiais e colabora ativamente com compositoras e compositores emergentes e consolidados, afirmando-se como uma referência na cena musical do Bajío e como uma ponte entre tradição, modernidade e experimentação sonora.

    O projeto Raíces representa um encontro artístico que une territórios, linguagens e visões, fortalecendo os vínculos culturais entre Itália e México por meio da criação contemporânea e do intercâmbio entre instituições, intérpretes e comunidades. A iniciativa foi um dos três projetos selecionados na primeira edição da Convocatória Especial Ibermúsicas – Emilia-Romagna “Conectando artistas e cenas musicais” de 2025, instância de cooperação que impulsiona projetos de alto impacto entre a região italiana da Emilia-Romagna e a Ibero-América.

    • 9 de julho: Sala delle Carrozze, Conservatorio di reggio Emilia e Castelnuovo ne’ Monti, Emilia-Romagna, Itália
    • 10 de julho: Sala Bossi do Conservatório de Bolonha, Emilia-Romagna, Itália
    • 3 e 4 e setembro: Museu Iconográfico do Quixote, Guanajuato, México

  • Oriol Marès & Talal Fayad participarão do ClarinetFest 2026, na Coreia, como atrações principais e também realizarão uma turnê por diversos palcos da China

    Oriol Marès & Talal Fayad participarão do ClarinetFest 2026, na Coreia, como atrações principais e também realizarão uma turnê por diversos palcos da China

    Em 2026, Oriol Marès & Talal Fayad apresentarão seu projeto como atrações principais no prestigioso ClarinetFest 2026, em Incheon, Coreia do Sul, organizado pela International Clarinet Association. Este festival é um dos eventos mais importantes dedicados ao clarinete. O conjunto apresentará seu projeto Estuarium em colaboração com o clarinetista japonês Eiji Taniguchi, fortalecendo as conexões com a Ásia.

    Além deste convite, o duo realizará uma turnê pela China, apresentando seu projeto no Blue Note Beijing, no JZ Club Shanghai e em outras cidades, como Suzhou, Baoding e Hangzhou. A turnê, que conta com o apoio da Música Máxima e do Ibermúsicas, abre uma nova etapa artística e profissional para o projeto, explorando novos públicos e ampliando, assim, a apresentação do primeiro álbum para um total de sete países.

    Oriol Marès (1998) é um clarinetista e compositor de Girona, atualmente radicado nos Países Baixos. Sua carreira se concentra na música latina e no jazz, explorando novos territórios artísticos por meio de colaborações em diversos gêneros.

    Talal Fayad (2000) é um intérprete de oud e compositor sírio radicado em Utrecht, Países Baixos. Os últimos dois anos foram os mais produtivos de sua carreira; colaborou com vários artistas e tocou em diferentes grupos.

    Esta turnê de Oriol Marès e Talal Fayad conta com o suporte do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de “Apoio à Circulação de Profissionais da Música”, chamada 2025.

    • 8 de julho: ClarinetFest, Coreia do Sul.

  • AVANTE – A música brasileira do futuro celebra sua terceira edição com Anelis Assumpção como grande atração

    AVANTE – A música brasileira do futuro celebra sua terceira edição com Anelis Assumpção como grande atração

    A terceira edição de AVANTE – A música brasileira do futuro reafirma seu compromisso com a difusão das vozes mais inovadoras da música brasileira contemporânea e anuncia a participação de Anelis Assumpção, uma das artistas mais influentes e singulares da cena independente do Brasil.

    Cantora, compositora, percussionista, produtora e gestora cultural, Anelis Assumpção nasceu em São Paulo em 1980 e cresceu imersa em um ambiente criativo marcado pela figura de seu pai, o lendário músico Itamar Assumpção, um dos nomes fundamentais da Vanguarda Paulista. Iniciou sua trajetória artística como backing vocal na banda de seu pai e, posteriormente, integrou o grupo DonaZica, referência da nova música paulistana.

    Desde o início de sua carreira solo, Anelis construiu uma obra própria caracterizada pela liberdade estética e pela mistura de gêneros como reggae, dub, afrobeat, MPB, rap, samba e bossa nova.

    Reconhecida por sua independência artística e por uma escrita profundamente conectada às experiências das mulheres negras brasileiras, Anelis recebeu importantes reconhecimentos ao longo de sua carreira. Seu álbum Taurina foi distinguido pelo Superjúri do Prêmio Multishow como melhor álbum e melhor capa de 2018, consolidando sua posição como uma das criadoras mais relevantes de sua geração.

    Após 13 anos, Anelis Assumpção retorna à Europa com uma nova turnê que explora a memória, a reinvenção e a permanência. Em formato trio, a artista retoma temas de seus quatro álbuns autoproduzidos ao lado de músicos fundamentais em sua trajetória: Bruno Buarque na bateria, Saulo Duarte na guitarra e Klaus Sena no baixo.

    Esta turnê conta com a Bolsa de Mobilidade Artística Internacional Funarte. Avante é um dos seis projetos reconhecidos pelo Ibermúsicas por meio do Prêmio Brasil, edição 2025, consolidando sua aposta na circulação e na visibilidade da música brasileira no exterior.

    • 8 de julho, 20h30: Latroupe Prado, Paseo de las Delicias, Madri, Espanha

  • O selo discográfico chileno Trigal e a Marejada participarão, com uma delegação, da sexta edição do Encontro Mulher, Dissidência, Música e Território, no Panamá

    O selo discográfico chileno Trigal e a Marejada participarão, com uma delegação, da sexta edição do Encontro Mulher, Dissidência, Música e Território, no Panamá

    Como parte da programação oficial, a destacada artista chilena Gatajazz e o duo ROCAMADOUR foram selecionados para se apresentar nos aguardados MIM Showcases. Este espaço é estrategicamente concebido para que os projetos musicais da Ibero-América ressoem com força diante de programadores, selos e meios de comunicação internacionais, promovendo a descoberta de novos talentos e a exportação da música chilena.

    Contribuindo diretamente para essa visão estrutural e para o desenvolvimento de ambientes de trabalho dignos, Tania Meza, diretora do Selo Trigal e da Marejada, integrará o painel-chave: Conversatório: Espaços Seguros para Todos os Sentires: Gênero, Neurodivergência e Diversidade LGBTIQIA+. Sua participação busca fortalecer a implementação de protocolos integrais de segurança, assegurando que todas as identidades possam criar, trabalhar e se desenvolver com total liberdade e com plenas garantias de respeito à sua integridade.

    O Encontro Mulher, Dissidência, Música e Território está consolidado como um espaço-chave de articulação e formação para a cadeia de valor da música. Destaca-se por ser uma plataforma que visibiliza mulheres e dissidências na música, ao mesmo tempo em que aposta firmemente na criação de espaços seguros para o desenvolvimento de um ecossistema mais diverso, igualitário e humano.

    A presença desta comitiva neste importante espaço de intercâmbio ibero-americano é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas e do Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile.

    • De 7 a 10 de outubro, na Cidade do Panamá

  • Apresenta-se a obra Llamado para fagote e tambores batá, no âmbito de um projeto audiovisual realizado entre a Costa Rica e Cuba

    Apresenta-se a obra Llamado para fagote e tambores batá, no âmbito de um projeto audiovisual realizado entre a Costa Rica e Cuba

    O projeto busca resgatar, reimaginar e difundir o folclore latino-americano e caribenho por meio da criação e produção de repertório contemporâneo criado por mulheres. A partir da obra Llamado, da compositora cubana Paula Piñeiro, inspirada nos tambores batá e na espiritualidade yoruba, foi realizada uma produção audiovisual que une o trabalho de artistas de Cuba e da Costa Rica.

    Piñeiro inspira-se na tradição yoruba de Cuba, particularmente nos cantos dedicados a Elegguá, orixá guardião dos caminhos e mediador entre o humano e o divino. Dentro dessa cosmovisão, Elegguá é invocado no início dos rituais, pois abre os canais de comunicação entre o mundo humano e o espiritual. Esses cantos afrocubanos caracterizam-se por estruturas de chamado e resposta e por uma complexa polirritmia articulada pelos tambores batá: iyá, itótele e okónkolo.

    A partir desse entramado sonoro, o fagote assume o papel de voz guia, evocando o canto dedicado a Elegguá, enquanto os tambores batá sustentam os interlúdios dançantes que ativam o movimento e a energia ritual.

    Participam deste projeto: Paula Piñeiro (Cuba), compositora; Natasha Pizarro (Costa Rica), fagotista e diretora do projeto; José María Piedra (Costa Rica), percussionista; Iván Horton (Costa Rica), diretor e realizador audiovisual; e Jorge Molina (Cuba), diretor e produtor audiovisual.

    Este projeto foi selecionado na convocatória de 2025 do Programa Ibermúsicas, na linha de Apoio a Projetos Virtuais.

    • 10 de julio: estreia oficial nas plataformas

  • O grupo “Elena y la Orquesta Lunar”, da Costa Rica, celebra seus 10 anos de trajetória com a turnê “Menguante Tour” por diferentes cidades argentinas

    O grupo “Elena y la Orquesta Lunar”, da Costa Rica, celebra seus 10 anos de trajetória com a turnê “Menguante Tour” por diferentes cidades argentinas

    Após dez anos de música e caminhos compartilhados, “Menguante” é uma turnê que, mais do que um percurso geográfico, representa uma viagem interior. A lua minguante simboliza a passagem do tempo, o encerramento de um ciclo que nos prepara para o nascimento de outro.

    O espetáculo “Menguante”, de Elena y la Orquesta Lunar, reúne material recente junto com algumas canções de seu primeiro disco, que há vários anos não eram interpretadas ao vivo. A série de concertos terá início em San José, Costa Rica, e continuará em julho com uma turnê pelo norte da Argentina, com concertos e atividades em Córdoba, Santiago del Estero e Tucumán.

    Elena y La Orquesta Lunar é uma agrupação costarriquenha fundada e dirigida em 2016 pela compositora, cantora e violoncelista Elena Zúñiga Escobar. A música desta orquestra propõe uma fusão com uma identidade sonora única dentro da música latino-americana contemporânea. Sua proposta transita pelo gênero world fusion, integrando sons do folclore latino-americano e costarriquenho com influências do jazz e ritmos de matriz africana em suas percussões. Tudo isso se entrelaça por meio de uma instrumentação variada, composta por violoncelo, violino, piano, percussões, harpa, baixo, vozes e quatro venezuelano.

    Esta turnê argentina de “Elena y la Orquesta Lunar” é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de “Auxílio à Circulação de Profissionais da Música”, chamada 2025.

    • 3 de julho, 14h: Oficina de música afro-caribenha – Casa de Cultura de Villa Allende, Córdoba, Argentina
    • 4 de julho: Concerto no Teatro Comedia, Córdoba, Argentina
    • 5 de julho: Encontro com o Indio Froylán, Santiago del Estero, Argentina
    • 8 de julho: Gravação de podcast para Cultura Caníbal, Santiago del Estero, Argentina
    • 10 de julho, 17h: Intercâmbio de gestão cultural – Citá Abasto
    • 11 de julho, 20h: Concerto no Centro Cultural Virla (Julio Cultural), Tucumán, Argentina