Categoria: Notícias gerais

  • O grande artista brasileiro Cristovão Bastos celebra a MPB e o Choro com uma  digressão em Portugal e na França

    O grande artista brasileiro Cristovão Bastos celebra a MPB e o Choro com uma  digressão em Portugal e na França

    O lendário pianista, compositor e arranjador brasileiro realiza concertos e oficinas em setembro, acompanhado pela cantora paulistana Ilana Volcov e pelo Clube do Choro do Porto.

    Em setembro, a música popular brasileira celebra o legado de um dos seus arquitetos musicais mais expressivos: o pianista, compositor, arranjador e educador Cristovão Bastos. Na iminência de completar 80 anos em 2026, o mestre brasileiro desembarca na Europa para uma série de concertos e atividades formativas que percorrerão Porto, Lisboa e a região da Borgonha, na França.

    Reconhecido como uma referência viva da MPB, Cristovão Bastos assina parcerias com nomes fundamentais como Chico Buarque, Aldir Blanc e Paulinho da Viola, além de acumular arranjos e atuações ao lado de ícones como Gal Costa, Nana Caymmi e Edu Lobo. Premiado internacionalmente por sua obra, o músico mantém uma intensa atuação que une gerações consagradas aos novos talentos do panorama musical. Como educador, integra o corpo docente da prestigiada Escola Portátil de Música (Rio de Janeiro), instituição pioneira no ensino e difusão do Choro no Brasil e no exterior.

    A digressão europeia, que integra o projeto “Cristovão Bastos – 80 Anos”, é uma realização que visa promover a circulação, a formação e o intercâmbio cultural através da linguagem universal do Choro e da canção brasileira.

    A ação é possível graças ao apoio concedido pelo Programa Ibermúsicas 2025, pela Fundação Nacional de Artes (Funarte) e pelo Ministério da Cultura do Brasil.

    • 3 de setembro: Concerto na Casa da Música (Porto) – Cristovão Bastos convida Clube do Choro do Porto e Ilana Volcov.
    • 5 e 6 de setembro: Concerto e Workshop no Festival Brésil de la Musique (Auxois, Borgonha – França) – Cristovão Bastos convida Ilana Volcov.
    • 8 de setembro: Workshop na Timbuktu, Lisboa
    • 9 de setembro: Concerto no Espaço Cultural B.O.T.A., Lisboa
    • 24 de novembro: Aula-concerto Cristovão Bastos, com a participação especial de Ilana Volcov,  Instituto Villa-Lobos / UNIRIO, Rio de Janeiro, Brasil

  • Realiza-se no México a segunda parte de “Radici”, projeto de colaboração entre a Sinfonietta MIQ, do México, e o Icarus Ensemble, da Itália

    Realiza-se no México a segunda parte de “Radici”, projeto de colaboração entre a Sinfonietta MIQ, do México, e o Icarus Ensemble, da Itália

    Após um primeiro ciclo de concertos na Itália, o Icarus Ensemble, da Emilia-Romagna, e a Sinfonietta MIQ, ensemble residente do Museo Iconográfico del Quijote, do México, dão continuidade à segunda parte do projeto, agora em território mexicano.

    O projeto Radici reúne compositores dos dois países em um diálogo criativo que entrelaça espiritualidade, memória e contemporaneidade por meio de três novas obras comissionadas e uma obra já escrita, inspiradas tanto na tradição italiana da Virgem de Ghiara quanto na poesia náuatle dos séculos XV e XIV.

    O programa inclui duas novas obras de jovens compositores: *Canti di Cavalieri*, do italiano Marco Elia Righi (1998), obra inspirada nas canções populares do Valle dei Cavalieri, situado nos Apeninos, entre as províncias de Reggio Emilia e Parma; e *Sei Bagatelle sul Salve Regina*, do compositor de Guanajuato Aldair Porras (1997), que retoma a iconografia da mesma Virgem a partir de uma perspectiva mexicana. Também estão incluídas duas obras de autores com carreiras já consolidadas: *La guerra de las mujeres de Chalco*, do italiano Luca Cori (1964), nova composição para soprano e ensemble, baseada em um poema de Aquiauhtzin de Ayapanco, do século XV; e *Tlaltecatzin Icuic*, do mexicano Juan Trigos (1965), para soprano e ensemble, sobre um poema atribuído a Tlaltecatzin, do século XIV.

    O programa será interpretado por Daniela D’Ingiullo como soprano solista e por integrantes dos dois grupos: pelo Icarus Ensemble, Lavinia Guillari (flauta), Giulia Soli (violino) e Camille Bergsman (violoncelo); e pela Sinfonietta MIQ, Heather Millette (clarinete), Iván Manzanilla (percussão I), Gael Castillo Jiménez (percussão II) e Moisés Franco (piano). Todos sob a regência de Juan Trigos. Cada concerto contará com palestras introdutórias abertas ao público.

    Fundado em 1994, em Reggio Emilia, o Icarus Ensemble é uma referência internacional na interpretação da música contemporânea. Estreou obras de compositoras e compositores de renome mundial e se apresentou em festivais como o Huddersfield Contemporary Music Festival e o Festival Internacional Cervantino, além de espaços como o Teatro Colón e a Cairo Opera House, entre outros. Seu trabalho se distingue pela colaboração interdisciplinar, pela pesquisa sonora e pela difusão de novas estéticas musicais, além de projetos com jovens músicos, como Icarus Junior e Icarus vs Muzak.

    Por sua vez, a Sinfonietta MIQ, grupo residente do Museo Iconográfico del Quijote, em Guanajuato, distingue-se por seu compromisso com a música dos séculos XX e XXI, bem como por seu trabalho de promoção do repertório nacional e da figura do compositor residente em cada temporada. Realizou numerosas estreias mundiais e colabora ativamente com compositoras e compositores emergentes e consagrados, consolidando-se como uma referência na cena musical da região do Bajío e como uma ponte entre tradição, modernidade e experimentação sonora.<br><br>O projeto Radici representa um encontro artístico que une territórios, linguagens e visões, fortalecendo os vínculos culturais entre a Itália e o México por meio da criação contemporânea e do intercâmbio entre instituições, intérpretes e comunidades.

    A iniciativa foi um dos três projetos selecionados na primeira edição da Convocatória Especial Ibermúsicas – Emilia-Romagna “Conectando artistas e cenas musicais”, de 2025, iniciativa de cooperação que impulsiona projetos de alto impacto entre a região italiana da Emilia-Romagna e a Ibero-América.

    • 2 de setembro, 20h, Teatro Juárez. Concerto com transmissão on-line pela Radio Universidad de Guanajuato, México
    • 4 de setembro, 18h, Casa Luis Long, León, Guanajuato, México
    • 5 de setembro, 18h, Templo de la Tercera Orden, San Miguel de Allende, Guanajuato, México

  • O músico-investigador e etnomusicólogo Guillermo de Llera Blanes inicia a sua Residência MidiMbira: Especialização em Investigação-Criação de Instrumentos Musicais Digitais no CIRMMT de Canadá

    O músico-investigador e etnomusicólogo Guillermo de Llera Blanes inicia a sua Residência MidiMbira: Especialização em Investigação-Criação de Instrumentos Musicais Digitais no CIRMMT de Canadá

    A residência de especialização em investigação-criação terá lugar no CIRMMT / IDMIL — McGill University, em Montreal — e será dedicada ao desenvolvimento, teste e aperfeiçoamento da MidiMbira, um Instrumento Musical Digital híbrido cocriado em Moçambique e consolidado no âmbito da investigação doutoral em Etnomusicologia realizada por Guillermo de Llera Blanes na FCSH/NOVA, em Lisboa.

    O trabalho incluirá processos de prototipagem iterativa de hardware e firmware, integração de sensores e mapeamentos MIDI/OSC, sessões de feedback com performers, documentação técnica e audiovisual, bem como workshops abertos e uma apresentação pública final no CIRMMT.

    Guillermo de Llera Blanes é um músico-investigador e etnomusicólogo espanhol residente em Portugal. É investigador no INET-md desde 2018 e desenvolve o seu trabalho na intersecção entre tradição musical e tecnologia, com especial enfoque em instrumentos híbridos e Instrumentos Musicais Digitais. A MidiMbira constitui um eixo central do seu percurso recente, articulando criação artística, investigação e documentação.

    Todo este trabalho será realizado sob a orientação do Prof. Marcelo M. Wanderley, investigador e professor de tecnologia musical na McGill University, diretor do IDMIL e investigador associado ao CIRMMT. É uma referência internacional no desenho e estudo de instrumentos musicais digitais e na interação músico-computador.

    As atividades públicas incluirão workshops abertos e uma apresentação/concerto final no CIRMMT. Estão também previstas transmissões em direto de sessões improvisadas com a MidiMbira e vários artistas convidados, além da publicação de uma série de episódios em vídeo no canal de YouTube @GuillermodeLleraBlanes.

    Guillermo de Llera Blanes foi premiado pelo Programa Ibermúsicas na linha de Apoio à especialização e aperfeiçoamento artístico e técnico, convocatória 2025.

    • De 1 de setembro a 29 de dezembro no CIRMMT — Centre for Interdisciplinary Research in Music Media and Technology — e no IDMIL — Input Devices and Music Interaction Laboratory — da McGill University, em Montreal, Quebec, Canadá

  • Do Chile, Rock al Patio apresenta “Música e Educação: uma união virtuosa”

    Do Chile, Rock al Patio apresenta “Música e Educação: uma união virtuosa”

    “Música e Educação: uma união virtuosa” é um projeto educacional virtual promovido pelo Rock al Patio, programa da Fundação Música e Educação, que busca dar visibilidade ao valor da música como ferramenta transversal para a aprendizagem, o desenvolvimento, a participação e a construção de comunidades.

    O projeto contempla quatro podcasts gratuitos e uma aula magna aberta, com conversas com especialistas de diferentes países da Ibero-América. Os conteúdos buscam aproximar evidências, experiências e ferramentas que permitam compreender e fortalecer o lugar da música na educação e na comunidade.

    Os quatro episódios

    1. “A música importa” — José Pérez de Arce (Chile)

    Pesquisador, arqueomusicólogo e etnomusicólogo, que aborda a presença da música nas culturas humanas, sua diversidade e sua dimensão social, explorando por que a música acompanha as comunidades ao longo da história.

    2. “Vozes da escola” — Camila Avella (Argentina)

    Música e educadora, fundadora da Claro de Luna, que reflete sobre a música como linguagem e sua importância no desenvolvimento, nos vínculos e na aprendizagem desde a primeira infância.

    3. “Benefícios evidenciados” — Adolf Murillo (Espanha)

    Professor e pesquisador da Universitat de València, especialista em educação musical, criatividade e inovação, que analisa o que as pesquisas apontam sobre as contribuições da música para a aprendizagem, a criatividade, a participação e o bem-estar.

    4. “Da ideia à prática” — Chechey González Arce (Costa Rica)

    Músico, professor e Assessor Nacional de Educação Musical da Costa Rica, que compartilha sua experiência na criação de espaços de criação e participação artística para crianças e jovens e reflete sobre como levar a música à prática educativa.

    Os quatro episódios compartilham uma mesma ideia: a música não é um complemento nem uma disciplina isolada, mas uma manifestação ancestral que, em seus primórdios, foi fundamental para a comunicação e os rituais e que, atualmente, constitui uma ferramenta transversal da sociedade, contribuindo para a aprendizagem, a coesão social, a criatividade, o desenvolvimento emocional, os vínculos, a participação e a construção de comunidades.

    Além do ciclo de podcasts, o projeto contempla uma aula magna aberta para ampliar a reflexão sobre a relação entre música, educação e comunidade.

    Rock al Patio é um programa da Fundação Música e Educação que atua na interseção entre música e educação. Com mais de seis anos de experiência, desenvolveu projetos em mais de 80 estabelecimentos de ensino do Chile, beneficiando mais de 75.000 estudantes por meio de oficinas, formação de bandas, capacitações para professores, festivais e ações de mediação cultural.

    O projeto conta com a participação de Hernán Rojas Noguera, fundador da Fundação Música e Educação; Germán Torres, diretor executivo; Janis Stock, coordenadora geral; Agustín Izquierdo Hübner, assessor pedagógico; Sandra Ruiz, responsável pela área de Finanças; e Flavia Saldías, responsável pela área de Comunicações.

    Este projeto é realizado graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio a projetos virtuais, convocatória 2025.

    • Segunda-feira, 31 de agosto: primeiro episódio
    • Segunda-feira, 7 de setembro: segundo episódio
    • Segunda-feira, 14 de setembro: terceiro episódio
    • Segunda-feira, 21 de setembro: quarto episódio

    Os podcasts estarão disponíveis em: https://open.spotify.com/show/5eR4dWHrUbrr3Lx6isjU7Q?si=ctgXF4b5SOCgqMxdN9NtZQ&utm_source=whatsapp&nd=1&dlsi=ed0be409edd14c27

  • Ricardo Fonseca (Portugal) e Cau Karam (Brasil) se encontrarão em Porto Alegre para dar continuidade a “Viola Fora das Modas – Dos Açores ao Sul do Brasil”

    Ricardo Fonseca (Portugal) e Cau Karam (Brasil) se encontrarão em Porto Alegre para dar continuidade a “Viola Fora das Modas – Dos Açores ao Sul do Brasil”

    Em abril de 2025, com o patrocínio do Programa Ibermúsicas, Cau Karam viajou a Portugal para estudar viola de arame com Ricardo Fonseca. A experiência culminou na realização de um espetáculo em que foram apresentadas composições autorais de ambos os músicos. Um ano depois, novamente com o apoio do Programa Ibermúsicas, Ricardo Fonseca segue para Porto Alegre, Brasil, dando continuidade à parceria por meio de novas apresentações do projeto. O público do sul do Brasil terá, assim, a oportunidade de vivenciar o diálogo entre a viola brasileira de dez cordas e a viola de arame portuguesa, explorando as múltiplas sonoridades do instrumento em composições contemporâneas que transcendem, ao mesmo tempo em que fazem reverberar, o legado da viola portuguesa em território brasileiro.

    O encontro entre violas que se separaram há séculos, evoluindo de forma distinta no Brasil e em Portugal, permite reconhecer, sob a superfície sonora das diferenças, uma herança cultural partilhada. A parceria entre os dois músicos, ao mesmo tempo que coloca em cena as linguagens musicais próprias e tão ricas de cada país, promove um reencontro, com potência para a ampliação do universo sonoro e cultural das violas no contexto lusófono. O espetáculo abrange dez composições autorais, sendo cinco de cada compositor, com os respectivos arranjos feitos pelo outro, no enlace entre a viola portuguesa e a viola brasileira.

    Inicialmente autodidata, Ricardo Fonseca toca guitarra clássica e elétrica desde os 13 anos, e começou a se apresentar ao vivo aos 17. Teve formação em viola clássica no Conservatório Regional de Palmela. No ano 2000, passou a dedicar-se ao bandolim, ao cavaquinho e às violas portuguesas: amarantina, beiroa, braguesa, campaniça, toeira e viola da terra. Integrou diversos projetos de world music e atualmente ministra aulas de cordofones portugueses em diferentes regiões do país, além de produzir oficinas de difusão e ensino desses instrumentos. O álbum “Todo este chão…” é o seu primeiro e reúne obras instrumentais autorais.

    Compositor, violonista e violeiro, bisneto e neto de maestros, Cau Karam nasceu em Pelotas, mas viveu desde criança em Porto Alegre. Iniciou sua trajetória como autodidata. No ano 2000, foi pré-selecionado no Projeto Rumos Musicais (Tendências e Vertentes da Produção Brasileira Atual), do Itaú Cultural. Em junho de 2004, seu projeto de gravação do primeiro CD foi contemplado pelo Funproarte (Fundo de Apoio à Arte da Prefeitura de Porto Alegre). Sua trajetória, centrada no violão, resultou na gravação de dois álbuns, sendo que o primeiro recebeu dois Prêmios Açorianos, de Melhor Disco e Melhor Compositor de Música Instrumental, em 2006. Em 2025, com o apoio do Ibermúsicas, realizou em Portugal estudos da viola tradicional portuguesa, aproximando-se do repertório, das afinações e da técnica da viola de arame em seu contexto de origem, com o objetivo de expandir os limites sonoros de sua música, no diálogo entre o cancioneiro tradicional português e a música contemporânea. No mesmo ano, foi selecionado pelo edital do Funproarte para a gravação de um álbum com seu terceiro trabalho autoral, com composições para viola.

    Este projeto de colaboração entre Ricardo Fonseca e Cau Karamu foi duplamente apoiado pelo Ibermúsicas. Em 2024, contou com o apoio do Brasil na linha de Apoio à especialização e aperfeiçoamento artístico e técnico, e em 2025, com o apoio de Portugal na linha de Apoio à Circulação de Profissionais da Música.

    • Entre os dias 31 de agosto e o dia 12 de setembro, Porto Alegre, Brasil  

  • Começa em Minas Gerais a Residência Artística Musical “América Latina Entrelaçada – Uma Ponte Sonora entre Nações”que promove encontro inédito entre a viola caipira mineira e o joropo venezuelano

    Começa em Minas Gerais a Residência Artística Musical “América Latina Entrelaçada – Uma Ponte Sonora entre Nações”que promove encontro inédito entre a viola caipira mineira e o joropo venezuelano

    Entre o final de agosto e setembro de 2026, as serras de Minas Gerais serão o cenário para um intercâmbio sonoro histórico. A segunda edição da Residência Artística Musical “América Latina Entrelaçada” promove o encontro entre as tradições rítmicas brasileiras e a riqueza do joropo venezuelano. Liderado pela cantadeira e pesquisadora Nádia Campos, o projeto recebe o renomado cantautor venezuelano José Delgado, acompanhado pelos mestres brasileiros João Arruda e Carlinhos Ferreira.

    A Residência Artística Musical “América Latina Entrelaçada” propõe um intercâmbio de três semanas entre músicos brasileiros e venezuelanos no Estúdio Ventamoinho, em Caldas (MG), local cercado por natureza que favorece o aprofundamento criativo. O foco desta edição é o diálogo entre as tradições rítmicas de Minas Gerais e o joropo venezuelano, utilizando instrumentos como a viola caipira e o cuatro.

    A programação inclui:

    • Estudo intensivo e intercâmbio de ritmos e instrumentos dos dois países.
    • Composição e gravação de uma música inédita em estúdio, fundindo os estilos individuais dos artistas.
    •  Ensaios intensivos para o espetáculo de encerramento e produção de registro audiovisual.
    • Ações em espaços culturais da comunidade.

    Os artistas envolvidos são:

    Nádia Campos (Brasil): cantadeira, multi-instrumentista e pesquisadora de raízes musicais latino-americanas, com uma carreira internacional consolidada que inclui circulações pelo Brasil, América Latina e Europa. Com quatro álbuns gravados, sua obra é a personificação do intercâmbio proposto, celebrando a “brasilidade profunda e as raízes latinas”. Como idealizadora e coordenadora geral da residência, ela exerce a função de anfitriã, evidenciando a liderança feminina e o protagonismo das mulheres na produção cultural. Além de sua atuação artística, Nádia é responsável pela condução das ações educativas e performances interativas junto a comunidades em situação de vulnerabilidade.

    José Delgado (Venezuela): renomado cantautor venezuelano com 18 anos de carreira solo e oito discos lançados, destacando-se pela fusão vanguardista de ritmos tradicionais caribenhos com jazz, rock e world music. Virtuoso do cuatro venezuelano e da guitarra, Delgado traz para o projeto uma sólida bagagem técnica e criativa, essencial para a pesquisa instrumental da residência. Sua trajetória transcende os palcos, sendo fundador da produtora A Pedal y Bomba e criador de projetos de impacto social voltados à neurodiversidade, o que alinha sua participação aos critérios de inclusão e diversidade do programa.

    João Arruda (Brasil): músico, violeiro e produtor musical, proprietário do Estúdio Ventamoinho, onde fornece a infraestrutura técnica de gravação, edição e masterização para o projeto. Sua expertise na viola caipira — um dos instrumentos mais emblemáticos da cultura mineira — é o ponto crucial para encontrar diálogos sonoros com o cuatro venezuelano. Arruda participa ativamente como instrumentista e compositor, tendo se envolvido intensamente no processo de criação desde a primeira edição da residência, onde co-autou canções que exploram os pontos de contato entre as culturas latino-americanas.

    Carlinhos Ferreira (Brasil): mestre percussionista que representa a força rítmica da música tradicional brasileira. Sua participação é fundamental para estabelecer o diálogo entre as complexas células rítmicas venezuelanas, como o joropo, e as variadas expressões percussivas do Brasil, incluindo o congado, o moçambique e o batuque. Com vasta experiência em intercâmbios culturais, Carlinhos garante que a fusão musical seja técnica e culturalmente autêntica, assegurando que a residência responda à influência estrangeira com uma base sólida da música de Minas Gerais.

    América Latina Entrelaçada é um projeto contemplado na convocatória 2025 do Programa Ibermúsicas, na linha de Ajuda a Instituições para Residências.

    • 30 de agosto: Início da Residência no Estúdio Ventamoinho (Pocinhos do Rio Verde), Calda, Minas Gerais, Brasil
    • 7 de setembro: Apresentação especial no Festival Pedra Branca de Violas e Sonhos, em Caldas, Minas Gerais, Brasil
    • 19 e 20 de setembro: Ações educativas e exibições comentadas no Ponto de Cultura Instituto Bateia, em Diamantina, Minas Gerais, Brasil

  • Começa a criação de uma obra musical em colaboração entre o compositor Nuno da Rocha (Portugal), o guitarrista Fabrício Mattos (Brasil) e a poetisa Rishika Williams (Inglaterra – Índia – Nigéria)

    Começa a criação de uma obra musical em colaboração entre o compositor Nuno da Rocha (Portugal), o guitarrista Fabrício Mattos (Brasil) e a poetisa Rishika Williams (Inglaterra – Índia – Nigéria)

    Residência artística em Londres (UK), acolhida pela WGC — Worldwide Guitar Connections para criação de “The Rape (From Kissed Do Not Tell)”, uma nova obra de Nuno da Rocha, para voz e duas guitarras (eléctrica e clássica), com texto da poetisa Rishika Williams. A obra terá como intérpretes o próprio compositor (Nuno da Rocha) na guitarra eléctrica, o guitarrista Fabrício Mattos e a própria autora do texto, Rishika Williams.

    O projecto propõe a criação de uma obra musical em colaboração entre o compositor Nuno da Rocha (Portugal), o guitarrista Fabrício Mattos (Brasil) e a poetisa Rishika Williams (Inglaterra/Índia/Nigéria). A composição de uma obra para duas guitarras (clássica e eléctrica) e récita, baseado em uma secção de um poema épico de mesmo título de Williams, será um marco significativo na trajetória dos três artistas, assim como do WGC – Worldwide Guitar Connections, projeto fundado em 2011 e liderado por Mattos. A obra original e ainda não publicada, de mais de duzentas páginas, retrata, com enorme riqueza formal, experiências de violência sexual sofridas por Williams quando ainda adolescente na Nigéria.

    A adaptação musical de uma secção desta obra, feita com grande sensibilidade e responsabilidade sob o tecto conceptual da WGC — Worldwide Guitar Connections, ajudará a alçar a guitarra a um patamar de maior relevância sociocultural no contexto de criação artística no século XXI. Assim, o poema de Williams passará a habitar uma nova dimensão estética e conceptual, de onde as palavras sairão ainda mais fortalecidas em seu contexto simbólico. A obra poética de Rishika Williams aborda os bloqueios psicológicos e sociais sofridos por pessoas em situação de fragilidade emocional causada por traumas e violência.

    Nuno da Rocha é compositor e intérprete português, com um trabalho situado entre a música contemporânea, a performance experimental e a criação interdisciplinar. A sua prática artística explora modelos de altura não-exacta, a relação entre notação, corpo e escuta, e o cruzamento entre texto, espaço e som. Doutorado em Composição pela Royal Academy of Music, tem colaborado com intérpretes, ensembles e instituições em Portugal e no estrangeiro.

    Fabricio Mattos é guitarrista clássico e investigador em performance musical, com uma vasta carreira internacional como solista, músico de câmara e curador. Apresentou-se na Europa, Américas, Ásia e África, sendo fundador do projecto Worldwide Guitar Connections, apresentado em mais de 25 países. Distinguido com vários prémios, entre os quais o Julian Bream Award, é doutorado (PhD) em Performance Musical pela Royal Academy of Music. A sua investigação centra-se na relação entre espaço, disposição performativa e experiência artística, questionando modelos históricos de performance.


    Rishika Williams é poetisa e performer, desenvolvendo uma prática artística que cruza escrita e performance vocal. O seu trabalho aborda temas como diáspora, memória, violência e identidade fragmentada, tendo sido amplamente publicado em antologias, revistas e edições independentes. A sua obra foi seleccionada e distinguida em vários prémios literários no Reino Unido. Apresenta-se regularmente em contextos literários, artísticos e institucionais a nível internacional, incluindo eventos ligados às Nações Unidas, combinando intensidade lírica com uma forte presença política e corporal.

    Esta proposta foi premiada na linha de Apoio a artistas e pesquisadores para residências do Programa Ibermúsicas, convocatória 2025.

    • Agosto e setembro na WGC — Worldwide Guitar Connections, Londes, UK

  • O artista de hip hop peruano e rapper Pedro Mo realizará uma ampla turnê europeia

    O artista de hip hop peruano e rapper Pedro Mo realizará uma ampla turnê europeia

    O projeto de turnê de Pedro Mo pela Europa busca difundir uma proposta artística que combina rap, identidade andina e ativismo social. Por meio de métricas e flows diversos, integra samplers e sonoridades do Peru e dos Andes, construindo uma ponte entre a cosmovisão ancestral e as realidades urbanas contemporâneas. A turnê contempla apresentações em espaços comunitários e profissionais de cidades europeias, além de oficinas e encontros com o público, promovendo o diálogo intercultural. O projeto se apresenta como uma plataforma de visibilidade para o rap peruano e uma contribuição para o fortalecimento das redes artísticas latino-americanas no exterior.

    Artista de hip hop peruano e rapper desde o ano 2000, Pedro Mo aborda temáticas sociais, políticas e culturais a partir da identidade andina e da marginalidade urbana. Sua música influenciou diferentes gerações de rappers. Conta com 18 discos como MC e outros 20 como produtor. Seu trabalho como ativista, fundando, impulsionando e participando de diversos processos organizativos por meio do hip hop, é vasto. É um educador popular multidisciplinar, tendo o sikuri, o rap e o cajón como suas principais ferramentas de expressão. Atualmente dirige e coordena atividades na Yachay Punku Casa Cultura.

    Esta turnê européia de Pedro Mo é possível graças ao suporte  do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio à Circulação de Profissionais da Música, convocatória 2025.

    • 28 de agosto: Lisboa, Portugal
    • 29 de agosto: Barcelona, Espanha
    • 3 de setembro: Genebra, Suíça
    • 5 de setembro: Paris, França
    • 10 de setembro: Colônia, Alemanha
    • 12 de setembro: Londres, Reino Unido
    • 16 de setembro: Hamburgo, Alemanha
    • 18 de setembro: Berlim, Alemanha
    • 20 de setembro: Madri, Espanha
    • 25 de setembro: Basileia, Suíça
    • 27 de setembro: Zurique, Suíça
    • 2 de outubro: Turim, Itália
    • 3 de outubro: Milão, Itália
    • 4 de outubro: Florença, Itália

  • Do México chega o podcast “Corazón de Voz”

    Do México chega o podcast “Corazón de Voz”

    “Corazón de Voz” é uma série digital em formato de podcast que resgata, celebra e projeta a memória das vozes femininas na Ibero-América. Por meio de cinco episódios dedicados a países ibero-americanos como México, Panamá e Cuba, a série entrelaça história, testemunho e canto contemporâneo para mostrar como as mulheres marcaram a evolução musical, preservaram tradições e transformaram a maneira como a voz é compreendida, não apenas como instrumento, mas como força identitária, social e cultural. Paralelamente, será realizada a oficina comunitária “Sua Voz como Raiz”.

    “Corazón de Voz” é um projeto realizado pela cantora mexicana Ade Ortega, pela cantora panamenha Silvia La Grande e pela cantora cubana Elena Barreto.

    Ade Ortega é cantora mexicana, nascida em Zitácuaro, Michoacán. É graduada em Execução Musical – Canto pela Escola de Belas Artes de Toluca. Intérprete de repertório clássico e de música popular, complementou sua formação com diversos cursos, entre eles: Técnica Vocal sobre o Funcionamento Científico e Tangível (2015), Interpretação para Cantores, Certificação como Vocal Coach (2024) e formação em Análise Acústica da Voz (2024). Fez parte da Companhia Lírica Los Metiches, um conjunto coral especializado na música mexicana do século XIX. Foi integrante do Coro de Câmara da Universidade Autônoma do Estado do México e participou como voz principal do grupo Jazzsontitlán. Atualmente integra a banda de jazz In Blosom Band, dirige seu próprio Vocal Studio e é fundadora da Ama Sing, um espaço dedicado ao treinamento vocal funcional.

    Silvia A. Luzcando Lamboglia, conhecida artisticamente como Silvia La Grande, é uma cantora panamenha descendente da reconhecida dinastia musical Lamboglia e neta do pianista mestre Tille Lamboglia. Desenvolveu uma sólida trajetória como vocalista e backing vocal em gêneros como salsa, merengue, bolero, balada, bachata, soca, calipso e música crioula peruana, além de atuar com grupos nacionais. Iniciou sua carreira no grupo Sabor Tropical e, posteriormente, consolidou sua projeção artística com Samuel Archer & Caribbean Sweet Band. Fez parte da Orquestra Salsa Roja e colaborou com grupos como La Orquesta Real, Orquesta Mamey, Orquesta Garison e Feedback Project. Sua trajetória foi reconhecida com importantes prêmios internacionais.

    Elena Barreto é uma cantora cuja voz se constrói como memória viva, profundamente marcada pela tradição cubana, pela cena do cabaré e pela experiência do exílio. Nascida no Panamá e criada em Cuba em uma família de músicos, sua formação transita da dança ao canto, desenvolvendo uma musicalidade rítmica e orgânica. Essa raiz se reflete em seu domínio do bolero, do son, da rumba e da guaracha, nos quais o pulso interno orienta sua interpretação. Sua trajetória inclui a participação no Cuarteto de Voces en Movimiento, no emblemático Cuarteto de Aida e em palcos icônicos como o Cabaret Tropicana.

    Esta proposta foi contemplada na Convocatória 2025 do Programa Ibermúsicas, na linha “Apoio a Projetos Virtuais”.

    • Data de lançamento: a partir de 26 de agosto.

  • A regente chilena Alfonsina Torrealba aperfeiçoará sua técnica na Itália com o destacado maestro Carlos Riazuelo

    A regente chilena Alfonsina Torrealba aperfeiçoará sua técnica na Itália com o destacado maestro Carlos Riazuelo

    A regente chilena Alfonsina Torrealba foi selecionada para realizar um programa intensivo de aperfeiçoamento na Sicília, Itália, sob a orientação do renomado maestro venezuelano-espanhol Carlos Riazuelo. Este marco internacional conta com o apoio do Programa Ibermúsicas e do Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile, e servirá como preâmbulo técnico para dois importantes projetos artísticos que a regente liderará em seu retorno ao país.

    Durante seu programa de aperfeiçoamento, Torrealba trabalhará no aprofundamento do repertório sinfônico do romantismo e do impressionismo, com o objetivo de adquirir ferramentas fundamentais para abordar obras de grande complexidade técnica e expressiva. A escolha do maestro Riazuelo não é casual, já que sua figura representa uma ponte cultural entre a tradição europeia e a vivência latino-americana, ideal para os objetivos da regente.

    Em seu retorno a Santiago, Torrealba aplicará imediatamente os conhecimentos adquiridos em duas instâncias. No dia 12 de setembro, apresentará-se no Teatro Municipal de San Joaquín junto à Orquestra de Cordas de María Pinto, agrupação originária da comuna de mesmo nome, para interpretar a “Suite María Pinto”, obra criada e dirigida pelo professor e compositor José Miguel Cerey Jerez, cujo propósito é resgatar a identidade local desta localidade rural da Região Metropolitana de Santiago.

    Torrealba também foi convidada para o “Festival Semillero Sonoro. Orquestras iniciais da zona central do país”, a ser realizado na comuna de Mostazal, Região de O’Higgins. No dia 26 de setembro, regerá um ensemble orquestral formado por integrantes da Orquestra de La Reina, da Orquestra da Escola Artística de Mostazal (O’Higgins), da Orquestra Feminina Instituto Santa Marta (Curicó) e da Orquestra de Cordas de María Pinto. Ambas as instâncias buscam que a regente coloque em prática os conhecimentos adquiridos durante sua estadia na Itália junto ao maestro Carlos Riazuelo.

    Adicionalmente, e alinhada com seu compromisso de fomentar a liderança feminina no pódio, a regente realizará, durante a segunda quinzena de setembro, a atividade educativa “O Gesto de Liderar”. Esta iniciativa, aberta à comunidade, busca transferir o aprendizado adquirido na Europa às novas gerações de mulheres regentes locais.

    Nascida em Santiago do Chile, Alfonsina Torrealba é intérprete, musicista e docente. Iniciou sua carreira como regente em 2016, desenvolvendo um estilo fresco, juvenil e diverso, que abriu caminho para sua trajetória no Chile e na Europa.

    Tem se destacado como uma regente competente e profissional, capaz de inspirar e desenvolver um repertório complexo, variado e interessante, elevando o interesse da comunidade pela música clássica e levando a orquestra a um nível de qualidade superior. Em sua trajetória, destacam-se seus trabalhos com a Orquestra Jovem de Curacaví, a Orquestra de Cordas de María Pinto, a Orquestra Jovem de La Reina, a Orquestra de Flautas de Panguipulli, o Coro Presbiteriano San Esteban e o coro da UAX.

    É fundadora do estúdio remoto TorreMar Music Studio e colaborou como regente no Berklee College of Music, além de participar como soprano do coro de câmara Amalthea. Em 2025, foi destacada pelas revistas Voyage LA, Bold Journey, Canvas Rebel e Shoutout LA.

    Alfonsina Torrealba foi contemplada na convocatória 2025 do Programa Ibermúsicas, na linha de Apoio à Especialização e ao Aperfeiçoamento Artístico e Técnico.

    • De 24 de agosto a 2 de setembro: Programa de aperfeiçoamento na cidade de Catânia, Itália
    • 12 de setembro: “Suite María Pinto”, de José Miguel Cerey Jerez, concerto da Orquestra de Cordas de María Pinto no Teatro Municipal de San Joaquín, Santiago do Chile
    • 26 de setembro: “Festival Semillero Sonoro. Orquestras iniciais da zona central do país”, Mostazal, Região de O’Higgins, Chile