Entre os dias 6 e 9 de maio de 2026, realizou-se no Palácio da Proclamação de Cartagena das Índias, Colômbia, o Vigésimo Terceiro Conselho Intergovernamental do Programa Ibermúsicas. O encontro reuniu representantes da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela, junto à SEGIB, à Unidade Técnica Ibermúsicas e à Guatemala como país convidado. Além disso, participaram autoridades culturais nacionais e regionais da Colômbia, como país anfitrião, reafirmando o compromisso compartilhado com o fortalecimento da cooperação musical ibero-americana.
Durante quatro intensas jornadas de trabalho, o Conselho voltou a se consolidar como um espaço de encontro, diálogo e construção coletiva para as músicas da nossa região. Foram revisados os avanços do Programa, analisados os desafios atuais do setor musical e projetadas novas linhas de ação para seguir ampliando as oportunidades de circulação, cooperação, formação e internacionalização para artistas, profissionais e projetos musicais ibero-americanos.
As intervenções realizadas permitiram valorizar o crescimento sustentado do Ibermúsicas e sua consolidação como uma política pública regional de referência para o setor musical. As e os representantes destacaram especialmente a capacidade do Programa de fortalecer redes de cooperação, abrir novas oportunidades de internacionalização, gerar ferramentas para a profissionalização e contribuir para o desenvolvimento sustentável do ecossistema musical em toda a região.
Também foi ressaltado o impacto concreto do Ibermúsicas nos países membros: a expansão de circuitos de circulação, o fortalecimento institucional, o acesso de artistas a novos mercados e a crescente visibilidade internacional das músicas ibero-americanas. Nesse sentido, destacou-se que o Ibermúsicas se projeta hoje como um programa de alcance e relevância global, à altura da riqueza, diversidade e vitalidade cultural da nossa região.
Entre os principais temas trabalhados estiveram o impulso a novas alianças internacionais, o fortalecimento de ferramentas estratégicas como o Ibermúsicas Global e o desenvolvimento de projetos vinculados à mobilidade artística, acessibilidade, inclusão, preservação patrimonial e produção de conhecimento para o desenho de políticas públicas culturais. Da mesma forma, avançou-se em novas linhas de formação relacionadas a áreas estratégicas da indústria musical contemporânea.
Outro dos eixos destacados foi a necessidade de refletir sobre os desafios derivados das transformações tecnológicas atuais —especialmente o avanço da inteligência artificial—, reafirmando o valor da criação humana, dos direitos culturais e do papel da cultura como ferramenta para a construção da paz, o diálogo intercultural e a coesão regional.
O Conselho deixou uma sensação compartilhada muito clara: a de um Programa em plena expansão, com enorme vitalidade e grandes desafios pela frente, mas também com uma comunidade ibero-americana cada vez mais articulada, ativa e comprometida com a construção de um espaço musical mais integrado, diverso e solidário.










